quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O DESAFIO NOSSO DE CADA DIA.


Graça e paz!
“Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, não’; o que passar disso vem do Maligno”. – Jesus Cristo em  Mt. 5. 37 NVI
O DESAFIO NOSSO DE CADA DIA
Um dos desafios nosso de cada dia, como esposa de pastor, é o de sermos autênticas.
Para isso são necessários:
Primeiro: Olhar e aprender com Jesus Cristo. Ele tinha compaixão e não usava de “máscaras”. Jesus não fingia ser o que não era. Ele condenava a hipocrisia dos fariseus, intérpretes da lei e estes sentiam-se ofendidos.[1] Outra ocasião vemos muitos dos Seus discípulos O abandonarem, por não aguentarem o discurso que Ele fazia.[2] Jesus Cristo usava com sabedoria e firmeza as palavras. E ainda, em alguns momentos, os discípulos viram Jesus chorar e comover-se.[3] Viram Ele se alegrar.[4] Eles presenciaram Jesus exercer autoridade sem ser autoritário.[5] E, a ser meigo sem ser infantil, ao abençoar as crianças.[6] Os discípulos O viram ser dependente, como homem, das mulheres que “O serviam com seus bens”[7], e, buscando alguns dos discípulos para vigiarem com Ele em oração.[8] Jesus Cristo gostava de hospedar-se na casa de Marta, Maria e Lázaro. Ele sentia prazer em ensina-las. Duas personalidades diferentes. A cada uma delas Jesus tratou com autenticidade. Não fez média e nem procurou agradar com palavras bajuladoras, a nenhuma delas. Na casa ou na morte de Lázaro, Ele as tratou sendo verdadeiro.[9] Assim, agiu também, com os acusadores e a mulher pega em adultério, igualmente com a mulher samaritana. [10]
John Stott, diz em seu livro, o último que escreveu, antes de partir para o Céu: “O Discípulo Radical”[11]: “Como Cristo teve de entrar em nosso mundo, nós também precisamos entrar no mundo de outras pessoas e...essa entrada no mundo de outras pessoas é exatamente...missão encarnacional – toda missão autêntica é encarnacional.”
Nos envolvermos com as pessoas em relacionamento autêntico. Servindo sem ser subserviente. Amando e praticando o bem com discernimento e prazer, sem ser ignorante, simplório e sem o vício do simplismo.
Segundo lugar: Para sermos autênticas devemos olhar para nós mesmos. Não no sentido egoísta ou narcisista, mas no intuito de sabermos: Quem somos em Cristo? Quais os talentos e dons com os quais fomos agraciadas e se os usamos com prazer e diversão, em amor, servindo a Deus e ao próximo? Onde somos mais vulneráveis? Quais os pecados em que caímos mais facilmente? Aprendi isso com a Nancy Beach[12], no Seminário sobre “Liderança Feminina e Seu Impacto social”, que fiz com ela, em maio de 2012, na SEPAL. E, em seu livro: “Chamadas para Liderar – A Liderança da Mulher na Igreja”[13], alguns princípios escritos por ela para a mulher líder, podemos aplica-los perfeitamente a nós, esposas de pastores, que de certa forma exercemos liderança ou ensinamos. Ela diz: “Precisamos conhecer as pessoas e ter contato com elas frente a frente, fazendo uso o tempo todo da inteligência emocional e relacional. Nenhum relacionamento significativo ocorrerá se não estivermos dispostas a ser autênticas, sem nenhuma reserva.” (Grifo meu).[14]
Irmãs, a cada dia vamos vencer este desafio: sermos autênticas.
Peço ao Senhor Deus  que nos ajude a vencermos o impulso de nos escondermos atrás de uma “máscara”. Que o Espírito Santo derrube qualquer barreira impedidora de vivermos autenticamente a autenticidade de uma vida em Cristo como esposa de pastor.
Em Jesus Cristo, o Autêntico, em Quem nós permanecemos.
Fraternalmente da irmã, companheira e serva.
Ethel  Martins
Texto Escrito em 22/08/2012



[1] Lc. 11. 37-52
[2] Jo. 6. 60
[3] Lc. 19.41; Jo. 11. 35,36
[4] Lc. 10.21
[5] Lc. 4. 32-36; 8. 22-39 e 20. 1-8
[6] Lc. 18. 15-17
[7] Lc. 8. 1-3
[8] Mt. 26. 37, 38
[9] Lc. 10. 38-42; Jo. 11
[10] Jo.4 e 8. 1-11
[11] Stott, John -  Editora Ultimato – Viçosa-MG - 2011
[12] Nancy Beach é vice-presidente-executiva de artes da Willow Creek Assosiation e Pastora da área de ensino na Igreja Willow CreeK (Bill Hybels), escritora, palestrante reconhecida. Nancy mora em Chicago, com o marido Warren e as filhas Samantha e Johanna.
[13] Beach, Nancy – Editora Vida – 1ª Edição: maio de 2012
[14] Beach, Nancy – “Chamadas Para Liderar – A Liderança da Mulher na Igreja” – pág. 56

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